PRAGMATISMO DE CABARÉ
PRAGMATISMO DE CABARÉ
“Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações”
Esta semana foram revelados mais uns dados sobre o
subterrâneo do modus operandi da política nacional.
Um delator da Odebrecht revelou como eram pagas as
propinas. Segundo o delator falou, conclui-se que dinheiro
não era problema,
o problema era arranjar meios e lugar para fazer
pagamento. Sendo assim, dava para se pagar parcelas de propinas em valores de até 2 milhões de reais,
mas como tinha que ser em mala, devido o volume, era
melhor pagar de 500 mil.
Com este valor, era mais prático, já que dava para
conduzir em mochilas.
Mas onde pagar para não chamar atenção?
Encontravam-se os locais mais inusitados para tal
fim.
Um deles, foi...
onde, onde, mesmo?
Um cabaré. Vejam só!
Para você que não lembra ou não sabe o que é
pragmatismo, vai aqui um breve resumo:
“Quanto mais heterogênea socialmente for uma nação,
mais é necessária a prática de adequação, da adaptação ao indesejável, ou seja,
mais se é empurrado a se equilibrar em cima do muro, no fio da navalha, na
corda bamba.
Sendo assim, criou-se no Brasil
O PRAGMATISMO DE CABARÉ.
Pode isso, Arnaldo?
Não pode. Mas onde a regra não é clara,
pode tudo!

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